Colégio de freiras...
Marilena Trujillo



Colégio de freiras... ensino severo,
Mil regras de comportamento a seguir,
Mas poderia entrar mais tarde e tomar lanche
Mais cedo... quem à missa fosse assistir...

E lá ia eu... véuzinho branco... tercinho...
Lancheira caprichada. Tinha de tudo a danada!
Tudo aquilo era muito mais gostoso e divertido
Do que a madre Conceição ensinando tabuada!

No refeitório, o silêncio era reinante e obrigatório...
Mas nada impedia minha abafadinha risada,
Cutuca daqui e dali. Mil gracinhas cochichadas.
E a madre Rosário, o urubu, de olho na meninada.

Até que um dia... por azar e ironia do destino,
O urubu nos pegou brincando no banheiro...
Mandou chamar nossos pais e o mundo inteiro.
Pondo fim às nossas gargalhadas, ao picadeiro.

Mas não levou muito tempo para encontrarmos
Outra grande... deliciosa e atrativa diversão...
No Mês de Maria... os mais velhos oravam...
E nós fazíamos de escorregador o corrimão!

Mas... sempre tem um mas... nessas histórias,
Outra vez o bendito urubu nos pegou no flagra,
Fomos para a diretoria. Nossos pais foram chamados,
Tive vontade de morder a orelha daquela praga!

Numa bela manhã... que maravilha... que alegria!
O “Urubu” de nós se despedia em tom solene...
Outra ocuparia seu lugar... por certo seria melhor!
Qual o quê... a outra gritava feito uma sirene!

Meias para cima! - Saias para baixo dos joelhos!
Chamada oral... catecismo na ponta da língua!
Meninas devem ter bons modos. Educação!
Ah, que saudade do urubu... Como ela era linda!

Mary Trujillo
10.11.2008
 
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Poesia escrita para
a Ciranda Peraltices no colégio 
de Yara Nazaré
 

 

 

                   

 

 
 

 

           

 

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Mari Trujillo

 

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